Vivemos num mundo em que a comparação se tornou rotina silenciosa, e cuidar da autoestima demanda atenção constante. A autoaceitação surge como o primeiro pilar: reconhecer quem você é, com suas qualidades e limitações, sem esperar perfeição ou aprovação externa. Quando aceitamos que somos seres em constante desenvolvimento, abrimos espaço para a autoconfiança florescer. Esse vínculo saudável consigo mesmo não depende apenas de elogios alheios, mas de construir um diálogo interno de respeito e valorização.
Quando sentimentos como insegurança, incompetência, culpa ou a necessidade de aceitação ganham espaço, nossa autoestima se fragiliza. É importante que eles sejam observados com atenção, compreendidos como sinais internos e não como sentenças definitivas. Em muitos casos, a comparação constante com quem parece “melhor” ou “mais bem-sucedido” reforça a sensação de inadequação, gerando um loop em que o comportamento passa a girar em torno da busca por aprovação, em vez da valorização interna.
Os pensamentos incapacitantes — “eu não consigo fazer isso” ou “eu não sou bom em nada” — funcionam como âncoras que mantêm o padrão de baixa autoestima. Reverter esse quadro implica substituir o discurso interno rígido por um diálogo mais equilibrado: reconhecer o esforço, valorizar o progresso e encarar os erros como parte do aprendizado. Técnicas como registro de pontos positivos, autocompaixão e metas realistas reforçam essa mudança de eixo.
Comportamentos como a comparação constante, a não comemoração das próprias conquistas e a perda de oportunidades também afetam profundamente a autoestima. Quando o foco está exclusivamente no externo — no que o outro faz ou conquista —, a vida se torna um espelho no qual nos vemos sempre atrás. Praticar o comportamento contrário exige tempo: reconhecer o mérito próprio, valorizar o exclusivo da sua trajetória e agir de acordo com o que faz sentido para você.Entre os impactos desse cenário, há a dificuldade em sair da zona de conforto, a resistência em aceitar responsabilidades e a possibilidade de repetirmos padrões de indefinição ou autossabotagem. Manter uma autoestima saudável significa estar disposto a assumir riscos calculados, dizer “sim” para si mesmo e “não” para aquilo que não condiz com seu valor. É também entender que responsabilidade pessoal é oportunidade, não fardo.
Ao adotar estratégias práticas — como reservar momentos de autocuidado, definir pequenas metas, exercitar o autoconhecimento, delimitar comparações — construímos um caminho sustentável para a autoestima. Estudos apontam que hábitos como autocompaixão, escrita de gratidão, autoafirmação e atividade física reforçam a autoestima e reduzem os efeitos negativos da comparação.
Em última análise, cuidar da autoestima em tempos de comparação exige um compromisso diário consigo, um olhar mais gentil e realista e a coragem de reconhecer que o valor pessoal não depende de métricas externas. Aceitar que somos seres imperfeitos, em constante evolução, com direito a erros e acertos, nos permite viver com mais leveza, autonomia e respeito. Esse processo não é linear, mas é profundamente transformador quando praticado com consistência.
E você, como tem cuidado da sua autoestima em tempos de tanta comparação?
Redação ©SM - Sociedade Mulher

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